segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Assunto: A possibilidade de alguns times colocarem suas equipes reservas, em partidas decisivas do campeonato, prejudicando direta ou indiretamente os clubes rivais na luta pelo título ou contra o rebaixamento.

Por Igor Castello Branco

Esse assunto, realmente, dá o que falar. É ético ou anti-ético? Enquanto alguns preferem esconder suas opiniões e ficar em cima do muro, outros são mais radicais sendo favoráveis ou contra tal atitude. Nesse caso, propriamente dito, não vou me abster e aqui analisarei meus pontos de vista que ilustrarão as determinadas situações que julgo serem válidas ou não com o princípio desportivo.

É preciso que se faça uma análise sensata, ponderada e com certo grau de cautela sobre o assunto, pois o mesmo mexe com paixões e, de certa forma, com interesses comerciais.

Não podemos ser hipócritas! Não é de hoje, que a ética no esporte vira tema central em programas de debate esportivo, mesas de bar e esquinas do país. A infração dessa lei moral fere os princípios de qualquer modalidade desportiva que prega, acima de tudo, a competitividade e o compromisso com o público que paga para ver o evento.

Chega a ser deplorável e patético como alguns clubes, grandes camisas, não só do futebol brasileiro, mas mundial, permeiam esse caminho ridículo e imbecil, que gradativamente vem denegrindo a imagem do futebol no cenário desportivo.

Aqui, de forma alguma, pretendo analisar a integridade e a vontade do jogador A, B ou C, pois futebol se ganha dentro de campo e atleta que é atleta não gosta de ser derrotado.

Pois bem. Quem não se lembra! No Brasileirão 2009, na última rodada, Flamengo e Internacional lutavam pelo título. O líder Flamengo, no Maracanã, enfrentaria o Grêmio (o maior rival do inter, o então vice colocado). Caso o Flamengo perdesse e o Inter ganhasse, o Colorado se sagraria campeão brasileiro. Campanhas na internet, pressão de torcedores gremistas e o apoio dos dirigentes ao movimento colocou o Grêmio em campo com a equipe reserva. Foi notória a intenção desses cartolas que driblaram o fundamento máximo do esporte, e que, por fim, culminou no sexto título do Flamengo. É bem verdade que o jogo não foi fácil, mas a atitude da diretoria tricolor é condenável.

Feio, irritante, patético, vergonhoso etc etc etc. O que dizer?

Infelizmente, a única coisa a ser dita é que especula-se que, no Campeonato Brasileiro de 2010, tudo acontecerá novamente. Nessa semana, programas como o Redação SporTV e outros levantaram essa questão.

Confiram a imagem que vocês entenderão do que se trata:


Portanto, fundamento minha opinião sobre três aspectos básicos e bem definidos relacionados esse assunto.

1 – Sou completamente favorável a clubes que disputam 2 ou mais competições paralelas e optam por uma delas mediante seu interesse econômico, financeiro e/ou histórico e por isso colocam seu time reserva, quando necessário, em determinados jogos. Afinal, se esse clube disputa essas competições, foi por seu mérito, podendo escolher, sim, a competição que vai priorizar. E não cabe a qualquer outro clube, por mais que rival ou não, julgar ou tentar interferir nessa questão. Esse tem que cumprir seu papel, ir para o campo, ganhar e não empurrar a culpa de uma provável derrota na conta dos outros.

2- Sou opositor ferrenho, e assim permanecerei até meus últimos dias, à clubes que disputam apenas uma competição, e colocam seus times reservas em rodadas decisivas ou não, só para de alguma forma, direta ou indiretamente, prejudicarem o rival ou o clube pelo qual não demonstram tanta simpatia. Diante desse fato, é nítida e vergonhosa as imposições que alguns dirigentes, que regem o dia-a-dia de certos clubes, se valendo dos seus altos cargos de mandatários e do princípio hierárquico, colocam para seus atletas, na maioria das vezes, situações nem um pouco satisfatórias e desagradáveis, só para fazerem média com certos indivíduos que, nesse caso, prefiro nem nomeá-los de torcedores, pois torcem mais contra o time rival, do que à favor do sucesso seu próprio time, o que daria sentido a esse adjetivo.

3- O terceiro e último ponto é a chamada mala branca fruto da sem-vergonhice conseqüente de algumas passagens citadas acima e de toda a podridão presente no futebol hoje. Elas existem, não são especulações e já decidiram muitos campeonatos. Basicamente, a idéia é a seguinte: O clube X e o clube Y(concorrente direto do clube Z pelo título) se enfrentarão em determinada rodada de algum campeonato. O clube Z procura a diretoria do clube X, ou às vezes nem isso, trata diretamente com alguns jogadores deste, sobre o acerto de valores, para que estes dificultem o jogo contra o time Y, a fim de se favorecer do resultado deste jogo, objetivando a classificação para algum campeonato, o não rebaixamento e até mesmo o título.

Mas os jogadores não recebem seus salários para darem o máximo de si sempre buscando a vitória de seus respectivos clubes? Então, porque aceitar as malas brancas? Portanto, se comprovado o real interesse de se prejudicar outro time, tal atitude repreensível deve ser passível de investigação e, mais que isso, punição. Pois o verdadeiro torcedor, àquele que pagou para ver um legítimo espetáculo, foi iludido e lesado de seus direitos. E qualquer profissional (jogadores, árbitros, bandeirinhas etc), diretamente ligado ao evento, que acerta valores com terceiros, para influenciar, de alguma forma, no resultado do jogo, deve ser caracterizado como corrupto e julgado por atitude anti-desportiva.

domingo, 14 de novembro de 2010

Os trapalhões

É incrível! Como se não bastassem os escândalos de manipulações de resultados, erros tão frenquentes e aparentes de arbitragem na história recente do Campeonato Brasileiro e a vergonha presenciada na Copa do Mundo, novamente esses seres, chamados árbitros, viram foco em discussões e com certeza vão dar o que falar essa semana.

Parece que a louca e incompetente academia de árbitros do futebol brasileiro não cessa seus talentos e ainda rende frutos. Podres, é verdade! É descomunal a quantidade de erros que eles cometem em partidas decisivas do Campeonato Brasileiro. Quem não se lembra de nomes como: Carlos Eugênio Simon, Herbert Roberto Lopes e companhia ilimitada.

Os sempre hostilizados árbitros de futebol, por onde passam, arrastam uma caravana de corneteiros e de opositores que trazem consigo um espírito de gaiatice incontrolável passado de pai para filho e assim sucessivamente, permeando uma arte histórica e de décadas já consolidada em cada estádio brasileiro que é o xingamento ao árbitro e as homenagens prestadas a sua respectiva mãe. E dessa vez não foi diferente.

Faltando 3 rodadas para o término do campeonato, Corinthians e Cruzeiro, equipes que lutam diretamente pelo título, fizeram um jogo tenso, onde os mínimos detalhes poderiam decidir quem venceria a partida. O jogo se encaminhava para o empate e novamente a decisão equivocada de um árbitro influenciou de forma direta no resultado do jogo.

Na 35° rodada do Campeonato Brasileiro, o trapalhão da vez é um indivíduo chamado Sandro Meira Ricci. Este, aos 40 min do 2° tempo, marcou um pênalti polêmico à favor do Corinthians.

Resultado: Corinthians 1 x 0 Cruzeiro? Não! Resultado: o técnico Cuca expulso, jogadores reservas do Cruzeiro, ironicamente, batendo palmas para o árbitro, jogador indignado que abandonou a partida, confusão após o jogo e, por fim, um trabalho inteiro e celestial jogado fora.

Prefiro não acreditar em teorias da conspiração, por isso não estou afirmando nada, só estou especulando e levantando hipóteses que se confirmarão ou não, e assim espero, nas próximas rodadas.

Pintou o virtual campeão brasileiro! Pensem: o estádio do Corinthians será o de abertura da Copa do Mundo, o Fluminense vetou a ida do técnico Muricy Ramalho para a Seleção. Não seria mais conveniente para a CBF ter o Corinthians como campeão?

Aguardem os próximos capítulos!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

1/2, 1/3, 1/4 - A matemática do adeus Alvinegro ao título


A probabilidade explica: quando a bola rola para uma partida de futebol, há um terço (1/3) de chances de seu resultado ser um empate. Sendo assim, não causa espanto quando o placar do jogo, ao fim dos 90 minutos, exibe igualdade. Porém, neste problema, estamos lidando com um dado viciado, que apresenta o mesmo resultado em metade (1/2) de seus jogos. É esta a matemática que explica o adeus do Botafogo à disputa do título brasileiro e que pode fazer o Alvinegro deixar de ser um dos quatro (1/4) times que se classificam para a Taça Libertadores 2011.

17 empates em 35 jogos. O último, contra o Ceará no Castelão na quarta-feira passada. Esse é o número que faz do Botafogo a equipe que menos perdeu no campeonato e a que menos ganhou dentre os nove primeiros colocados do Brasileirão. É também essa a matemática que fez o time sair da disputa pelo título com o empate na 35ª rodada: a diferença para o líder subiu para oito pontos em nove a serem disputados. Pior para os botafoguenses é perceber que mesmo a vaga no G-4, que já tinha se tornado um alvo alternativo ao caneco, está ameaçada. No complemento da rodada, Grêmio e Atlético-PR podem ultrapassar o Bota e jogá-lo para a sexta colocação.


No Ceará, o Botafogo não jogou bem nem mal. Criou oportunidades que não soube concluir com Túlio Souza, Caio e o 'fominha' Jóbson. Ao mesmo tempo, mostrou fragilidade na defesa e saudades de Marcelo Mattos, dando muito espaço para o meio-campo do Vozão jogar na intermediária. Sobretudo, no segundo tempo, quando o Fogão saiu em busca da vitória. Sem falar na falha de Márcio Rosário e Leandro Guerreiro. E, uma vez mais, o Alvinegro Carioca saiu com apenas um terço (1/3) dos pontos.



Porém, o que há de mais nesse empate específico? Na matemática, bem como nos pontos corridos, a ordem dos fatores não altera o produto. No caso do Botafogo, de fato, o que fez a diferença foi a conjunção de fatores.


O time era altamente competitivo com a confiança de ter conquistado o título estadual e a qualidade dos reforços: Maicosuel, Jóbson e Marcelo Mattos. A defesa armada por Joel 'encaixou'. O ataque tinha velocidade e habilidade nos pés dos camisas 7 e 9. Herrera fazia os gols e, quando não estava iluminado, a Estrela Solitária ganhava a companhia da estrela de Loco Abreu. Com tais fatores positivos, o Glorioso somou a maior parte de suas 13 vitórias e multiplicou pontos na tabela.



Mas a matemática do insucesso na briga pelo título começou a rumar para seu resultado final quando o elenco sofreu as subtrações de Maicosuel, Jóbson, Marcelo Mattos, Herrera (citados acima como diferenciais), Fábio Ferreira e Antônio Carlos, todos lesionados. O time mudou. Praticamente, trocou de módulo: ficou lento, previsível e passou a viver de chutões e bolas alçadas para Loco Abreu. Perdeu seus diferenciais. Ficou igual - ô palavra maldita - a qualquer time que dispute o Brasileiro. E assim terá que jogar os útlimos nove pontos que disputa e todas as suas chances de garantir uma vaga na Libertadores 2011.

A próxima vez que o dado será lançado acontecerá no Engenhão, dia 21/11, contra o Internacional. O Botafogo necessita superar o vício e modificar a equação para atingir seus objetivos. Afinal, a posição do Alvinegro no campeonato, até o dia 5 de dezembro, será um 'x'.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Bem-vindo de volta, Coxa!!


Na noite da última terça-feira, em São Januário, o Coritiba garantiu sua volta à Série A, com vitória por 3x2 sobre o Duque de Caxias. Léo Gago, Enrico e Marcos Aurélio, este aos 44 do segundo tempo, marcaram os gols que selaram o acesso e a confirmação da equipe na elite do futebol brasileiro em 2011.

O Coritiba volta com todos os méritos. Apesar das cenas altamente reprovadoras ocorridas na última rodada do Brasileirão do ano passado, o time paranaense, campeão brasileiro em 1985, tem história, nível e torcida de Série A. O maior do Paraná? Aí já é outra discussão. Se levarmos em conta o século 21, não. Antes disso, porém, era até difícil de comparar, uma vez que o Coxa levava bastante vantagem sobre o rival Atlético/PR.

É inevitável não citar alguns nomes que podem ser os símbolos desta montanha russa que o Coritiba viveu em um espaço de pouco mais de 11 meses. O zagueiro Jeci, o volante Leandro Donizete e o atacante Marcos Aurélio estavam em campo na partida do rebaixamento no ano passado - o empate em 1x1 com o Fluminense. O técnico Ney Franco é talvez a principal figura deste acesso. Poucos sabem, mas seu salário teve de ser diminuído, devido ao baixo orçamento para esta temporada. Além destes, temos outros jogadores que seguiram no elenco, como os goleiros Edson Bastos e Vanderlei e o zagueiro Pereira. Todos estes viveram, ou sobreviveram a saga do Coxa em 11 meses: queda no ano do centenário, punição, título paranaense, jogos em Joinville, volta ao Couto Pereira, ascensão e (título?). Para este último vir já no próximo sábado, com duas rodadas de antecedência, basta uma vitória sobre o Figueirense, e um tropeço do Bahia contra a Portuguesa, em Pituaçu.

Por fim, o JOGADA ENSAIDA deixa seus parabéns ao Coritiba. Como dizem, “o bom filho sempre retorna à casa”. E dela, na verdade, não era nem para ter saído. Agora é planejar o ano que vem e já pensar em um novo treinador, afinal, Ney Franco será coordenador das categorias de base da seleção brasileira. Mas isso podemos deixar para daqui a pouco. O momento é de comemoração, digo, concentração, uma vez que o Coxa quer o bicampeonato da Série B (o outro título veio em 2007). Se vencer, entrará para o patamar dos maiores vencedores da competição, hoje dividido entre Paysandu (1991 e 2001) e Paraná (1992 e 2000).

Beijos e abraços.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

O Flamengo e sua renovação necessária.

O atual Campeão Brasileiro, como todos acompanhamos, anda muito mal das pernas neste Brasileirão 2010. Trocas sucessivas de comando, desmando interno, e o "caso Bruno". Na minha modésta opinião, não foram os únicos fatores que culminaram nesta campanha desastrosa. Atribuir uma "luta" contra o rebaixamento durante mais de 30 rodadas, a estes fatores, é no mínimo covarde. A verdade é que existem jogadores no time titular e no restante do elenco, que já deram sua contribuição ao clube, ou não, e deveriam ter deixado a gávea há algum tempo. Citarei um jogador que não vem jogando nada desde o ano passado. O nome dele é Juan.




O Flamengo foi campeão brasileiro muito mais com a ajuda do Éverton, por aquele lado do campo, do que com o pequenino e marrento Juan. Se não estão lembrados, ele se machucou na metade do campeonato, e o então meio-campo Éverton, foi deslocado para uma espécie de ala esquerda. O grande problema que o clube tem hoje, é que sem ele, o reserva imediato é o Rodrigo Alvim. Aí a coisa fica mais feia do que já era....



Perder Adriano, Éverton, Zé Roberto, Bruno , e porque não, o Pet, foi o indício mais claro que aquele time precisava ser reestruturado ainda neste ano, e que os chamados "medalhões" deveriam ser negociados. O jovens Rafael Galhardo, Negueba e Diego Maurício, são os exemplos desta renovação, sendo o último, melhor atacante hoje no elenco do Fla.

Em tempo...



Não confundam renovação com revolução. A experiência é necessária, desde que o jogador esteja bem e disposto a se doar.


Prevejo um 2011 coberto de pratas da casa.

É esperar para ver, e você Rubro-Negro, torcer.


Um grande abraço!

Breno Massena

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Quem vai ficar com ela?


Amigos navegantes, estamos em fase de decisão no Campeonato Brasileiro. Faltam apenas 5 rodadas para o término da competição e quatro times – três diretamente - brigam pelo título. Nesta fase, cada bobeada, como a do Cruzeiro na última quarta, pode custar caro. Por enquanto, o Fluminense é o líder, com 58 pontos. Em seguida, temos o Corinthians, com 57 e Cruzeiro, também com 57. O Botafogo, mais atrás, fecha o grupo e tem 54 pontos. Quem vencerá? Certamente, o mais regular.

Ano passado, após a mesma 33ª rodada, o campeão Flamengo estava a quatro pontos do líder Palmeiras, além de estar atrás de São Paulo e Atlético/MG. O final, todos sabem: o time da Gávea se tornou o grande campeão, pelo simples fato de ter sido regular nestas últimas partidas: 5 jogos, 4 vitórias e um empate.

A verdade é que dificilmente a taça não irá para as mãos de um desses quatro times citados acima: Fluminense, Corinthians, Cruzeiro ou Botafogo. Atualmente, a diferença do time das laranjeiras, primeiro colocado, para o batalhão dos 50 pontos (Santos, Internacional, São Paulo, Atlético-PR e Grêmio) é de 8 pontos. Muita coisa, se pensarmos que restam 15 para disputar.

Segundo minhas projeções – vulgo simulador do GE.com – o Corinthians será o campeão. O time do Parque São Jorge se acertou nesse fim, Ronaldo voltou e já marcou três gols, assim como Tite parece ter encaixado a equipe, fazendo jogar como nos tempos do Mano Menezes, hoje na seleção brasileira. Somada a essa evolução, temos a saída de Adilson Batista, tão desejada pelos jogadores corintianos. Tudo está conspirando, basta o Timão ser regular nessas partidas finais.

Por fim, caso o Fluminense conquiste o título, também será merecido. Inclusive, o time de Muricy é, ao lado do Corinthians, a equipe mais regular da competição, uma vez que esteve durante toda a competição nas primeiras colocações. O Cruzeiro, tão badalado com Montillo e cia, foi derrotado em casa pelo São Paulo e parece se afastar da disputa. Correndo por fora, o Botafogo pode sonhar com o bi, mas para isso tem que vencer pelo menos quatro, das cinco partidas que restam.

Por enquanto, o que existe é apenas especulação e previsão. Decidido mesmo, só no dia 5 de dezembro. Até lá, teremos cinco finais para Fluminense, Corinthians, Cruzeiro e Botafogo. Que vença o melhor dentro do campo, para poder comemorar fora dele. O título do Campeonato Brasileiro é nada menos do que o triunfo da competição nacional mais difícil do planeta.

Beijos e abraços.

O jogo das marcas

Falar de Real Madrid e Milan é fácil! São times tradicionais do futebol mundial, os maiores vencedores da Liga dos Campeões, têm os maiores artilheiros da história desse campeonato, grandes estrelas, ídolos em comum, grandes marcas rivais que se escondem por trás desses clubes/empresas, mas é difícil de entender todas as coisas surpreendentes e inimagináveis que acontecem no confronto entre essas equipes e a maneira como elas se sucedem.
Na tarde desta quarta-feira, no San Siro, Milan e Real Madrid, ainda pela fase de grupos, protagonizaram um jogo épico e digno de Champions League. Os times entraram em campo com formações táticas bem parecidas, entretanto com atitudes bem distintas. No início do jogo, o Milan ensaiou uma pressão que foi superada de imediato pela qualidade do atual Real Madrid, ou melhor, o Real Madrid de José Mourinho. É incrível! O português chegou, arrumou a casa e, mais que isso, resgatou o espírito de competitividade do clube, o futebol do compatriota Cristiano Ronaldo e, acima de tudo, o otimismo do torcedor merengue, que frequentemente era alvo de frustrações rotineiras motivadas por uma política galáctica exagerada que visava a lucratividade em cima de vendas de camisas e quantias exorbitantes que giram em torno da imagem de cada jogador. Algo muito parecido, guardada devidas proporções, e seus devidos lugares, vemos, hoje, no Fluminense e digo isso porque ambos perceberam que na receita de sucesso e de títulos de um clube se inclui não só a contratação de grandes jogadores, como também de um grande técnico.

Ainda no primeiro tempo, com um futebol em plena harmonia, prático, talentoso, eficiente, objetivo, é tanta qualidade que prefiro parar por aqui, o Real anulou o meio campo do Milan que ultimamente, e dessa vez não foi diferente, vem apresentando um futebol medíocre, sem graça, de chutões, sem aproximação, lançamentos imprecisos, que vem caindo no ostracismo e aos poucos, quer seja no Calcio, quer seja na Champions, frustrando e causando a impaciência de seus torcedores. Haja visto, que na última rodada do italiano, pela primeira vez, desde de que chegou ao clube, o atacante Alexandre Pato saiu vaiado de campo.
Aos 44, após várias chances perdidas, Di María arrancou pelo meio e serviu seu companheiro de clube e seleção, Higuaín, que livre na área, dominou e bateu rasteiro na saída de Abbiati. Pronto! O Real Madrid chegava a marca dos 700 gols em torneios europeus. Higuaín e Di María? Olho neles! Ambos foram convocados por Sergio Batista, o novo técnico dos hermanos, nesta terça-feira, e estarão no próximo jogo entre Brasil e Argentina, no próximo dia 17 de novembro, no Catar. O primeiro, ainda muito jovem, foi contratado do River Plate, nas primeiras temporadas parecia que não vingaria como um grande craque, entretanto foi um dos artilheiros do último campeonato espanhol e esteve na Copa do Mundo de 2010. O segundo foi contratado pelo Real Madrid esse ano, é um ponta talentoso e fundamental no esquema tático de Mourinho.
Um jogo, até então, justíssimo que mostrava, de forma clara, o verdadeiro abismo entre a realidade de cada time, confirmada pela disparidade de números e estatísticas apresentadas no intervalo da partida. O clube rossoneri terminou a primeira etapa com apenas duas chances, nem tão claras assim, desperdiçadas por Ibra.
No início do segundo tempo, tudo muito parecido. O Real Madrid permanecia tendo as melhores chances, enquanto o Milan, na mais profunda chatice e incompetência, se lançava ao ataque sem mostrar muito perigo. Aos 14, percebendo que o time não mudava de atitude, o técnico Massimiliano Allegri sacou da partida um Ronaldinho Gaúcho sonolento e apático. O Ronaldinho estava em campo?
Olha quem vem lá! É um passaro? Um avião? Não! É a pedra no sapato do Zé. O cara que incomoda, o chato que, com seu elevado grau de "cretinice" e uma dose cavalar de sorte, reconhecida e considerada, é a causa angustiante da consciência afilitiva do técnico português. A entrada do veterano Inzaghi, no lugar do camisa 80, mudou o panorama do jogo, por incrível que pareça. O segundo maior artilheiro das competições européias, só atrás de Raúl (ex- jogador do Real Madrid), entrou pilhado e, apenas 10 minutos, em campo, foram o bastante, para anotar seu gol, empatar a partida, superar os 123 gols feitos por Marco Van Basten com a camisa do Milan (informação que passou batida no globoesporte.com e lancenet) e, assim, virar o sexto maior artilheiro da história do clube. Aos 32, o predestinado e impedidíssimo Filippo Inzaghi, mesmo com todas as limitações técnicas e físicas aparentes, mas com o coração na ponta da chuteira, balançou as redes novamente, atingiu a marca dos 70 gols em torneios europeus e fez o San Siro tremer.
Entretanto, o jogo não havia terminado e a solução parecia mesmo está no banco de reservas. Os dois treinadores mexeram nas equipes e, aos 48, Pedro Leon, que entrara no lugar de Pepe, converteu para os merengues. Silêncio no San Siro!

O Real Madrid sob o comando de José Mourinho, não sabe o que é derrota em competições oficiais e está há 20 partidas invicto. A última derrota do clube madrilenho foi num 2 x 0 para o Barcelona, no segundo turno do campeonato Espanhol, na temporada passada, quando ainda era dirigido pelo técnico Manuel Pellegrini.
Com esse empate, o Real permaneceu na liderança do grupo G se classificando para as oitavas de final da Liga e o Milan, ainda não classificado para próxima fase, assegurou a vice-liderança do grupo. E fica a pergunta: E o Kaká?

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Bem Vindos ao JE.

Boa tarde!

É com um imenso prazer que começamos a nossa "Jogada Ensaiada"!

Opiniões sem bairrismo ou clubismo.

Diversas colunas que movimentarão o seu cotidiano.

Esperamos trocar muitos passes e idéias com vocês.

Naveguem pelo Blog, conhecendo um pouco mais sobre os Colunistas e as colunas semanais no canto direito do seu navegador!


Um grande abraço!
Equipe JE.