
A probabilidade explica: quando a bola rola para uma partida de futebol, há um terço (1/3) de chances de seu resultado ser um empate. Sendo assim, não causa espanto quando o placar do jogo, ao fim dos 90 minutos, exibe igualdade. Porém, neste problema, estamos lidando com um dado viciado, que apresenta o mesmo resultado em metade (1/2) de seus jogos. É esta a matemática que explica o adeus do Botafogo à disputa do título brasileiro e que pode fazer o Alvinegro deixar de ser um dos quatro (1/4) times que se classificam para a Taça Libertadores 2011.
17 empates em 35 jogos. O último, contra o Ceará no Castelão na quarta-feira passada. Esse é o número que faz do Botafogo a equipe que menos perdeu no campeonato e a que menos ganhou dentre os nove primeiros colocados do Brasileirão. É também essa a matemática que fez o time sair da disputa pelo título com o empate na 35ª rodada: a diferença para o líder subiu para oito pontos em nove a serem disputados. Pior para os botafoguenses é perceber que mesmo a vaga no G-4, que já tinha se tornado um alvo alternativo ao caneco, está ameaçada. No complemento da rodada, Grêmio e Atlético-PR podem ultrapassar o Bota e jogá-lo para a sexta colocação.
No Ceará, o Botafogo não jogou bem nem mal. Criou oportunidades que não soube concluir com Túlio Souza, Caio e o 'fominha' Jóbson. Ao mesmo tempo, mostrou fragilidade na defesa e saudades de Marcelo Mattos, dando muito espaço para o meio-campo do Vozão jogar na intermediária. Sobretudo, no segundo tempo, quando o Fogão saiu em busca da vitória. Sem falar na falha de Márcio Rosário e Leandro Guerreiro. E, uma vez mais, o Alvinegro Carioca saiu com apenas um terço (1/3) dos pontos.

Porém, o que há de mais nesse empate específico? Na matemática, bem como nos pontos corridos, a ordem dos fatores não altera o produto. No caso do Botafogo, de fato, o que fez a diferença foi a conjunção de fatores.
O time era altamente competitivo com a confiança de ter conquistado o título estadual e a qualidade dos reforços: Maicosuel, Jóbson e Marcelo Mattos. A defesa armada por Joel 'encaixou'. O ataque tinha velocidade e habilidade nos pés dos camisas 7 e 9. Herrera fazia os gols e, quando não estava iluminado, a Estrela Solitária ganhava a companhia da estrela de Loco Abreu. Com tais fatores positivos, o Glorioso somou a maior parte de suas 13 vitórias e multiplicou pontos na tabela.
Mas a matemática do insucesso na briga pelo título começou a rumar para seu resultado final quando o elenco sofreu as subtrações de Maicosuel, Jóbson, Marcelo Mattos, Herrera (citados acima como diferenciais), Fábio Ferreira e Antônio Carlos, todos lesionados. O time mudou. Praticamente, trocou de módulo: ficou lento, previsível e passou a viver de chutões e bolas alçadas para Loco Abreu. Perdeu seus diferenciais. Ficou igual - ô palavra maldita - a qualquer time que dispute o Brasileiro. E assim terá que jogar os útlimos nove pontos que disputa e todas as suas chances de garantir uma vaga na Libertadores 2011.
A próxima vez que o dado será lançado acontecerá no Engenhão, dia 21/11, contra o Internacional. O Botafogo necessita superar o vício e modificar a equação para atingir seus objetivos. Afinal, a posição do Alvinegro no campeonato, até o dia 5 de dezembro, será um 'x'.
DALE FOGAAAOOOOOOO
ResponderExcluirmuito bom!
porém, acreditar em um time desacreditado é dificil!
considerando o fato dos jogos serem favoraveis podemos frequentar o engenhao e assistir no PFC a tentativa rumo a quarta colocação...que nao garantiria muita coisa!
mas....como supracitado DALE FOGAAAOOO vamos ve q bicho vai dá!